• Daniel Santa Cruz

Treinamento empresarial

Veja como aplicar o treinamento empresarial na sua organização e alcançar o sucesso.

A velocidade em que novas tendências surgem têm tirado o profissional de sua zona de conforto, tornando-o “obsoleto” de um dia para o outro. É por isso que, para as empresas que buscam estar atualizadas e até mesmo à frente da concorrência, é fundamental investir no treinamento empresarial, isto é, na capacitação do seu quadro de funcionários. Afinal, conhecimento é poder, e o desenvolvimento profissional proporciona a ampliação de perspectiva, traz novas ideias e refinamento dos procedimentos de trabalho. Consequentemente, reflete na produtividade e na imagem da empresa.

Investir em treinamento empresarial mostra para o colaborador que a empresa está de fato enxergando-o como alguém com potencial para crescer junto com a corporação. Em contrapartida, a empresa contará com um funcionário mais motivado, comprometido e engajado com a marca. Com isso, também é natural a melhoria da marca empregadora e, por sua vez, como num efeito em cadeia, aumenta a atração de talentos ainda mais qualificados para a organização.

CONHEÇA OS ERROS MAIS COMUNS EM TREINAMENTOS EMPRESARIAIS

Assim como todo e qualquer investimento a ser realizado numa empresa, o treinamento empresarial requer cuidados e planejamento, pois pode ser muito fácil para as organizações errarem neste momento.

Entre os erros mais frequentes, estão:

  1. Não conhecer o estilo de aprendizagem dos funcionários.

De nada adianta oferecer treinamento empresarial sem saber qual é a metodologia mais adequada para aplicar àquele grupo de funcionários, ou seja, de que forma os conhecimentos precisam ser articulados para serem aprendidos.

O processo de ensino-aprendizagem é um tema muito complexo e que engloba fatores pessoais, sociais e conhecimentos prévios do aluno; a relação entre o aluno e o objeto de estudo; e também as relações interpessoais entre aluno e colegas, e entre aluno e professor.

Há pessoas que só conseguem aprender estabelecendo comunicação com o coletivo, por meio de debates ou ao desenvolver projetos juntos, e veem o professor como um mediador das ações. Outros já preferem o método tradicional, onde o aluno, numa postura menos ativa, chega, ouve o que o professor vai transmitir e cumpre com as tarefas planejadas pelo mestre, o único detentor do saber. E ainda têm aqueles que se sentem mais confortáveis em ler os conteúdos na solitude de seus lares e chegar às conclusões sozinho, num processo autodidata livre das interferências das relações interpessoais.

Dos mais tradicionais aos mais inovadores, toda forma de ensino é válida, desde que se saiba qual o perfil do seu aluno, como ele aprende e articula suas habilidades e competências para produzir conhecimento. Por isso, na hora de planejar o treinamento empresarial, tenha em mente que o levantamento prévio de quem são os funcionários e de que forma eles aprendem pode garantir o sucesso do projeto.

  1. Oferecer treinamentos que beneficiam apenas a empresa ou apenas os funcionários.

Outro erro muito comum que acontece quando a empresa promove treinamentos empresariais a seus funcionários consiste no objetivo da ação. O que busco com essa capacitação? Para a organização, normalmente, o aumento de produtividade e o aprimoramento técnico estão entre as metas a serem alcançadas. Porém, o colaborador só poderá de fato aprender se o assunto o interessar realmente, ou seja, se ele estiver engajado e compreendendo o sentido da formação. É importante saber dosar os interesses da empresa e dos funcionários para que a formação afete positivamente no desempenho do talento.

ANDRAGOGIA: COMO ENSINAR ADULTOS?

Andragogia, termo cunhado por Malcolm Knowles na década de 1970, significa literalmente “ensinar para adultos”. E pensar em andragogia sem mencionar Paulo Freire seria contraproducente. Esse educador brasileiro, reverenciado por uns e duramente criticado por outros, teve significativa contribuição para a elaboração metodológica de ensino para adultos. Em linhas gerais, Paulo Freire defendia o respeito aos conhecimentos prévios do aluno adulto, considerava a educação como um ato revolucionário libertador e via o professor como um facilitador no processo de aprendizagem do aluno, que se dava pela troca de experiências.

O profissional que ensina no mundo corporativo deve ter em mente que sua atuação não está focada somente em cumprir com as diretrizes solicitadas pelas políticas do RH, mas também se voltar para o desenvolvimento humano para potencializar as habilidades que cada um já traz consigo. De acordo com Malcolm Knowles, é importante considerar, também, os seguintes fatores para o planejamento do treinamento empresarial:

  1. unir teoria e prática;

  2. considerar as experiências que o aluno já possui;

  3. incentivar a autonomia do aluno;

  4. deixar claro porque o curso é relevante;

  5. mostrar a aplicabilidade da teoria no dia a dia;

  6. motivar para o aprendizado.

TREINAMENTO EMPRESARIAL: TENDÊNCIAS

Pensando na dinamização do treinamento empresarial, muitas empresas têm adotado métodos inovadores, sejam eles com apoio da tecnologia ou não.Confira, a seguir, algumas tendências de formatos de treinamentos empresariais mais utilizados:

Plataformas digitais: hoje em dia, com o intuito de atingir o maior número de colaboradores, as empresas têm optado por oferecer cursos on-line. Essa é uma boa alternativa para driblar a falta de adesão sob a justificativa de não conseguir reunir as pessoas por incompatibilidade de agenda. Com o fácil acesso à internet, não há desculpa para não participar, sendo que o colaborador estudará no seu ritmo e de acordo com sua disponibilidade. Os tipos mais comuns de plataformas digitais são: E-learning: é uma modalidade do EAD – Ensino à Distância – em que o colaborador utiliza ferramentas eletrônicas, como a internet, para fazer o curso. Geralmente, acessa-se uma plataforma ou sistema próprio com textos, videoaulas e tutores on-line para sanar dúvidas. É possível encontrar a modalidade mista do e-learning, ou seja, o aluno faz parte do curso on-line e parte presencial com o apoio de um orientador.

Aplicativos: existem aplicativos de cunho educativo que podem ser de grande utilidade para treinamentos empresariais. O iTunes U, por exemplo, é um aplicativo para professores e alunos. Nele, o professor pode montar suas aulas e deixá-las para livre acesso dos alunos. Além disso, o aplicativo possui um vasto catálogo de vídeos, livros e aulas sobre os mais variados assuntos.

Gamificação: do inglês – gamification – significa ludificação, ou seja, tornar lúdica uma ação. Em termos práticos, implica em usar elementos próprios do jogo para motivar as pessoas a alcançarem um objeto. Esses elementos são:

  1. todo jogo possui um objetivo a ser atingido;

  2. o jogo é composto por níveis de dificuldade gradativos;

  3. o design do jogo é pensado para ser mais atraente ao jogador;

  4. para se caracterizar como jogo, não basta ter um objetivo; é preciso, também que haja um espaço de tempo delimitado para esse objetivo ser cumprido;

  5. o jogo é uma convenção acordada entre os participantes, com regras claras a serem seguidas e que envolve prazer em fazer.

No caso do treinamento empresarial, a gamificação pode ser uma excelente ferramenta para engajar os funcionários a embarcarem no mundo do aperfeiçoamento técnico através da formação.

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