• adriana dieuzeide

Sua empresa fala de diversidade fora das datas comemorativas?

Por conta do Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, comemorado dia 28 de Junho, este é um mês em que os temas relativos à diversidade e inclusão ganham muita visibilidade nas empresas e no mercado como um todo, muitas vezes se concentrando nas discussões de orientação sexual e identidade de gênero. Aqui na Santo Caos, acreditamos sim que as datas comemorativas são importantíssimas para trazer assuntos à tona. Mas as ações não podem acontecer apenas nestes dias ou meses específicos. Defendemos que, assim como em Novembro – por conta do Dia da Consciência Negra, e em Junho – quando vemos as empresas usando as cores da bandeira LGBTQIA+ em suas comunicações e trabalhando com influencers do tema em campanhas, a diversidade deveria ser uma preocupação constante e independente de um ou outro contexto.

Seguir um “calendário de diversidade” é uma das maneiras de começar a trabalhar o assunto nas organizações. Isso não é um problema. Passa a ser uma questão quando se para por aí. Mais do que reconhecer determinado público em datas específicas, para trabalhar a diversidade e a inclusão de forma efetiva, é preciso pensar nela de maneira mais ampla.

Algumas perguntas podem ajudar:

- Qual a representatividade dos públicos minorizados na organização?

- Onde estas pessoas estão? Quais cargos ocupam e quanto ganham?

- Estas pessoas têm as mesmas oportunidades de crescimento na empresa?

- Situações de preconceito, mesmo que veladas, costumam acontecer no dia a dia?

- As pessoas se sentem à vontade para serem elas mesmas dentro da empresa?

Refletir sobre estes pontos é super importante para definir o tamanho do trabalho e por onde começar. Um censo de diversidade também é um excelente caminho para entender a realidade da empresa neste quesito. Mapear a maturidade ajuda a abrir o caminho, já que sabemos que, muitas vezes, determinados públicos têm grande resistência a pensar sobre diversidade, de tão profundos que são os vieses inconscientes. E aí, começar com uma campanha, por exemplo, pode não ser o mais apropriado. É preciso conhecer o público, preparar o terreno, informar, sensibilizar e demonstrar os ganhos para a organização para, então, ir ganhando aliados. Um dos aliados mais importantes, por exemplo, é a liderança. Somente se ela entender a importância do assunto, ele irá realmente permear toda a empresa. Caso contrário, dificilmente sairá do discurso e irá para a prática.

Por falar em discurso, as datas comemorativas costumam ganhar belos textos publicitários sobre esta ou aquela causa. Mas o quanto estas empresas são realmente inclusivas no dia a dia? Trabalhar o assunto, dando visibilidade aos públicos minorizados e pregando o respeito entre as pessoas, é importante. Mas mudar a realidade delas dentro da empresa é o que realmente faz a diferença. Ou seja, mais do que ser diverso, é preciso ser inclusivo. Isso significa atrair talentos que façam parte de grupos minorizados, promover um desenvolvimento equitativo, criar políticas de diversidade e levar em conta características específicas que façam com que a trajetória dê mais dignidade a estas pessoas.

Vale ressaltar, ainda, que a diversidade e a inclusão vão muito além das questões de orientação sexual e diversidade de gênero - os grandes temas protagonistas do mês de Junho. Para realmente trabalhar a diversidade, é preciso considerar os vários grupos minorizados. Questões de raça e etnia, pessoas com deficiência, equidade de gênero e gerações, são alguns exemplos do que deve ser observado na empresa.

O assunto é longo e, aqui no blog, é antigo. Quer saber mais sobre diversidade? Alguns outros posts que já publicamos podem ajudar, confira:

Por fim, se precisar de ajuda para implementar programas de diversidade e inclusão na sua empresa, conte com a gente! Somos especialistas nisso e temos uma série de cases para compartilhar.


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