• Daniel Santa Cruz

Optando pelo trabalho remoto definitivo

Nesse texto falamos sobre os cuidados que uma empresa deve ter no caso de planejar uma retomada ao escritório. Agora, trataremos do outro lado: a opção pelo trabalho remoto definitivo. De acordo com dados da consultoria Cushman & Wakefield mostrados nesta matéria, essa é a opção de 74% das empresas brasileiras.

Apesar de “definitivo” ser uma palavra forte, uma coisa é certa: com um esquema de home-office trazido da noite para o dia, muitas organizações se surpreenderam positivamente. Equipes, processos e o negócio em si, tiveram um nível surpreendente de adaptabilidade. Além disso, as empresas passaram a enxergar possibilidades de agilizar processos e reduzir seus custos fixos.

Mas é preciso estar atento: assim como, por um lado, pessoas encontraram mais qualidade de vida, por outro, alguns dados preocupam. Um estudo do Linkedin mostrou que 62% dos brasileiros ficaram mais estressados com o home-office, e 39% se sentem solitários. Falta de exercícios, prejuízos no sono, horas extras e a sensação de sempre ter que estar online, também aparecem como questões sensíveis.

Por isso, ao definir o modelo ideal de trabalho, alguns pontos precisam ser considerados, sob o ponto de vista do engajamento dos colaboradores.

Escuta, empatia e humanização

Escuta, empatia e humanização são termos que vieram para ficar e são essenciais para uma relação de trabalho saudável, principalmente à distância. Com a falta de contato físico é extremamente importante ouvir, acolher e compartilhar as vulnerabilidades com os colaboradores. Essa é uma maneira de aproximar as pessoas e mostrar que elas não estão sozinhas, mesmo que distantes. Isso é fundamental, inclusive, ao anunciar o trabalho remoto definitivo, para evitar que as pessoas se sintam “abandonadas” pela empresa.

Manter o vínculo

O senso de pertencimento pode sofrer um impacto importante com as equipes trabalhando à distância. É preciso criar mecanismos para manter a conexão com a empresa, por meio de ritos que fortaleçam o vínculo entre as pessoas e delas com o trabalho.

Uma das formas de suprir a falta de uma sede é através de símbolos que levem a empresa para a casa do colaborador. Alguns itens simples podem materializar isso: mousepad, cadernos, ímãs, adesivos, dentre outros. 

Neste artigo apresentamos dicas de como reconhecer à distância e aqui falamos sobre uma boa gestão de pessoas nestas condições. Não deixe de conferir.

Criar momentos de interação

O digital está mostrando que, impedidas de se encontrar, as pessoas criam alternativas online que têm cumprido os seus papéis. Happy hour, comemoração de aniversário, festa junina e vários outros momentos que, com criatividade, foram incorporados nas relações. Incentivar estes rituais é fundamental para reforçar o senso de equipe e estimular a cooperação necessária para o trabalho.

Quando possível: promover encontros presenciais

É importante ter no radar que, quando possível e respeitando as recomendações, é interessante pensar numa periodicidade de encontros presenciais. Dependendo da realidade da empresa, reunir pequenos grupos pode ser vital para a manutenção do engajamento dos colaboradores.  

Home-office x trabalho de qualquer lugar

Trabalhar remotamente não é necessariamente “trabalhar de casa”. Ao optar pelo formato, a empresa deve considerar alternativas para quem têm dificuldades com o home-office, seja por disciplina ou estrutura. É possível optar por trabalhar de um café, coworking, biblioteca, etc, caso a pessoa se sinta melhor.

As empresas que permanecerem com escritórios podem rotacionar as equipes e definir dias em que ficará disponível para pequenos grupos. Por isso, mais uma vez, escutar os funcionários é essencial. Da mesma fora, a política da empresa precisa estar clara, para evitar dúvidas sobre as possibilidades, fazendo com que cada um encontre a melhor solução para si.

Atenção com o engajamento!

Uma vez definido o formato a seguir, é imprescindível comunicar bem, monitorar e entender como as pessoas estão lidando. Além de treinar os líderes para uma relação empática, a empresa pode realizar diagnósticos de engajamento e monitorar os sentimentos da equipe por meio de calendários emocionais, por exemplo. Isso irá auxiliar na gestão das pessoas e na criação de estratégias de engajamento, pelo RH e pela comunicação.

Nos próximos tempos, vamos descobrir muito mais sobre os desafios e as vantagens de um trabalho remoto definitivo. Você tem mais alguma ideia? Conte para nós nos comentários!

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