• Daniel Santa Cruz

O papel do líder na cultura organizacional

Por ser algo vivo, que se transforma e movimenta o tempo todo, tudo numa empresa comunica a sua cultura organizacional. Ela é feita de pessoas que têm comportamentos, histórias, crenças e valores compartilhados que traduzem o DNA daquela empresa. Aliados a isso, estão os símbolos, os rituais e a maneira como estas pessoas se comunicam.

Neste texto, falamos sobre alguns problemas que podem ser evitados, caso a empresa tenha uma cultura organizacional bem definida.

Hoje o destaque vai para a importância do líder como comunicador e multiplicador desse DNA próprio que cada empresa tem. Seus comportamentos e exemplos moldam esta cultura, e vindo de influenciadores, isso é potencializado.

Líder como comunicador

A habilidade de se comunicar é pré-requisito para uma boa liderança. Em tempos de trabalho remoto, esta competência se fez ainda mais necessária, já que um diálogo claro é fundamental para o engajamento da equipe. Além disso, o líder passa a ser um dos principais elos com a empresa, uma vez que alguns símbolos institucionais físicos deixam de existir. Nestes casos, a responsabilidade de multiplicação da cultura se concentra essencialmente na gestão.

Líder como formador de opinião

Além de comunicador como vimos anteriormente, o líder é, muitas vezes, o principal formador de opinião de uma equipe. É ele quem filtra as informações para repassar, dita o ritmo de trabalho, acompanha e dá os feedbacks para direcionar a equipe. A forma como ele faz isso está diretamente relacionada com a cultura que a empresa possui. É ele que personifica a organização diante do seu time, alinhando o discurso com a prática.

Líder como inspiração

Uma organização é feita de histórias. Pensando nisso, aqui na Santo Caos, tivemos a oportunidade de implementar com alguns clientes a iniciativa que chamamos de Talks para Engajar. O formato é inspirado no TED e tem o objetivo de trazer histórias que reforcem aspectos da cultura, e inspirem por meio da troca de experiências.

Por exemplo, num projeto que fizemos com a Bimbo, multinacional de alimentos, utilizamos o formato para reforçar competências da liderança, exemplificadas por situações relatadas pelos próprios líderes aos colaboradores. Com Venturus (um instituto de tecnologia), também realizamos uma rodada de Talks, desta vez para reforçar aspectos relacionados ao propósito.

O diferencial dos Talks para Engajar é, como o próprio nome diz, engajar por meio do compartilhamento de histórias. Ao contar uma situação vivida, a conexão entre as pessoas é facilitada, assim como a identificação entre elas.

Esse tipo de ação dá a oportunidade das pessoas se exporem, trazerem suas histórias e personalidades e, inclusive, apresentar vulnerabilidades. Ao contar momentos de erros e acertos, os colegas se reconhecem, aguçam sentidos de empatia e a humanização é beneficiada. Isso vale especialmente para momentos de crise, quando a verdade e a transparência são altamente valorizadas.

Por estas e outras, o papel do líder vem mudando ao longo do tempo. Muito mais que “o dono do processo”, o verdadeiro líder inspira, motiva e conduz de forma humana a relação do colaborador com a cultura da empresa.

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