• Daniel Santa Cruz

Maternidade e trabalho: como as empresas estão lidando?

Neste mês da mulher, temos falado muito sobre as conquistas e avanços em relação à equidade de gênero nas empresas. Mas é importante também falarmos sobre os desafios que ainda persistem. Confira a seguir alguns aspectos de maternidade e trabalho que temos visto nas organizações.


Maternidade e trabalho remoto

Para muitas empresas, estamos completando agora um ano de trabalho remoto. Esse modelo, que antes era visto com desconfiança, hoje já começa a ser adotado em definitivo por organizações que podem fazê-lo. E um fator que não pode ser ignorado é: como conciliar o trabalho remoto, com crianças em casa?

Desde que começaram a entrar no mercado de trabalho, as mulheres convivem com a “dupla jornada”: trabalhar fora e ainda dar conta das tarefas domésticas, que antes eram sua responsabilidade exclusiva. Quando filhos entram na equação em tempo integral, essa jornada se torna tripla. E lidar com tudo isso já era bastante desafiador antes do fechamento das escolas.

Agora, com as crianças em casa, os homens também começaram a sentir na pele um pouco disso tudo, por mais que de uma maneira provisória. Infelizmente, isso foi necessário para que muitas pessoas e empresas finalmente abrissem os olhos para a dificuldade de trabalhar, cuidar da casa e dos filhos ao mesmo tempo.

Com isso, começam a surgir maiores demandas por flexibilidade, já que cuidar de uma criança não é algo que pode esperar o fim da jornada de trabalho. Nesse sentido, acreditamos que as próprias empresas terão de pensar em formas de flexibilizar e conciliar maternidade e trabalho, inclusive sensibilizando os pais para que assumam também suas tarefas no lar e com os filhos.


Benefícios e licenças - como funcionam?

Além da flexibilidade de carga horária, existem outros benefícios que já eram importantes anteriormente, mas que agora começam a ganhar mais evidência. Um deles é a licença-paternidade, que pode beneficiar tanto os pais - que tradicionalmente têm direito a menos tempo de afastamento - quanto as mães, que normalmente assumem a maior parte da carga de trabalho envolvida no cuidado com as crianças, e acabam tendo suas carreiras muito mais afetadas pela decisão da maternidade.

Outra questão que é prevista em lei, mas que muitas vezes é descumprida nas empresas, é a “estabilidade” da mãe após o nascimento da criança. Apesar de ser prevista em lei, e portanto obrigação da empresa, em alguns casos é vista como benefício, e um diferencial de empresas que realmente respeitam a lei e respaldam as mães trabalhadoras por um período até maior do que o estabelecido na CLT.


Com a palavra, as mães

Não poderíamos falar de maternidade e trabalho sem conversar com algumas mães. E há motivos para acreditarmos que o fato de ser mãe não interfere negativamente na vida profisisonal. Segundo Alessandra Ber, mãe e executiva numa grande empresa de telecomunicações, “mães são máquinas criativas, máquinas de fazer, máquinas de logística”. Elisa Crestana, mãe e profissional de RH, concorda: “maternidade é sinônimo de produtividade. Mães precisam ser multitarefas, desempenhar vários papéis ao mesmo tempo. Com o nascimento dos filhos, aprendemos a priorizar, organizar e planejar melhor, para fazer tudo acontecer. E, de fato, tudo acontece”.

Como vimos, ainda há muito a avançar nas empresas com o tema de maternidade e trabalho. Não há época mais propícia a essas reflexões do que o mês da mulher, não é mesmo? Como está esse cenário aí na sua empresa? Conte para nós nos comentários.


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