• Daniel Santa Cruz

Marca empregadora

A sua marca é o que as pessoas dizem de você quando você não está na sala.”

Jeff Bezos, fundador da Amazon

Muitas são as estratégias para se alcançar o crescimento e sucesso da empresa. Dependendo da visão e dos valores de cada organização, uma direção é tomada. Mas não se pode negar que praticamente todas as empresas aderem às ferramentas da propaganda para projetarem sua imagem no mercado. Dentro da área de marketing, que é a grande aliada das marcas, podemos encontrar diversos segmentos, mas a finalidade é sempre a mesma: otimizar lucros por meio da adequação das demandas do mercado. Um desses segmentos é o marketing institucional. Com ele, a organização se vale de ações que envolvem a comunicação e práticas para fortalecer a imagem da empresa. É por esse caminho que a organização constrói o que se conhece por marca empregadora.

A origem da expressão vem do inglês – employer branding –  e o movimento iniciou-se nos EUA em meados dos anos 1990. O termo foi desenhado por Simon Barrow em uma convenção e, em 1996, publicado por ele e Tim Ambler em um artigo acadêmico. Em pouco tempo, foi rapidamente difundido para os demais países do mundo, sendo hoje um dos recursos mais utilizados no mundo corporativo. O artigo apresentava como proposta aliar o gerenciamento da marca da empresa ao gerenciamento dos recursos humanos. Por isso, a marca empregadora nada mais é do que a reputação da empresa enquanto um lugar bom, com condições favoráveis e dignas para se trabalhar.

Ter uma marca empregadora traz desdobramentos positivos para a organização. Confira alguns deles a seguir. 

Uma empresa com boa reputação atrai talentos…

Quando a empresa alia o gerenciamento de pessoas ao marketing da instituição, ela entende que investir no capital humano da empresa pode não trazer respostas imediatas, ou seja, a previsão pode variar de médio a longo prazo, porém os resultados são mais duradouros.

Pesquisas apontam que, na hora de procurar emprego, 9 em cada 10 candidatos levam em consideração a imagem da empresa e qual a opinião que os colaboradores têm sobre ela. Afinal, nada como a visão de quem está dentro da organização para saber se vale a pena fazer parte dela ou não.

Essa prática de propagação da marca é antiga. Ela começa com o imperador romano Júlio César, que utilizava seus próprios soldados para convencer novos recrutas a comporem seus exércitos em troca de bônus nos honorários. Mas acaba valendo a pena, pois com uma marca empregadora, fica mais fácil ganhar na disputa por profissionais extremamente capacitados, que buscam aquele “algo a mais”, além de boas propostas salariais.

e também retém talentos.

Não é de hoje que as empresas têm investido em planos de ações para evitar o alto índice de turnover, visto que a grande rotatividade de funcionário é onerosa à organização, tanto nos processos de recrutamento quanto nos de desligamento do funcionário, e até mesmo nos possíveis processos trabalhistas que a demissão pode trazer. Para isso, construir uma marca empregadora forte pode ser uma boa estratégia.

Hoje em dia, as empresas não buscam oferecer somente produtos ou serviços, e sim estilos de vida. Isso vale tanto para clientes quanto para os colaboradores.  Por isso, é imprescindível que a empresa tenha um bom EVP (Employee Value Proposition), ou seja, esse diferencial que a fará se sobressair em comparação às demais e convencerá de uma vez por todas seu talento de alto nível a permanecer na organização. A formulação do EVP exige a articulação de todas as áreas da empresa – Marketing, Comunicação, Recursos Humanos etc. – para que, juntos, possam definir quais pontos ajudarão a marca a ser mais atrativa.

Com isso, o colaborador se sente valorizado, torna-se “naturalmente” um embaixador ─ aquele que vai falar bem da empresa, permanecer mais tempo nela e até mesmo chamar pessoas próximas para fazer parte da equipe.

A empresa é alvo de disputa no mercado.

Uma das grandes vantagens de se ter uma marca empregadora forte é que a empresa sairá na frente na competição com outras marcas quanto à seleção de novos talentos, que se engajarão em ter uma oportunidade de fazer parte da equipe. Isso otimiza o tempo de recrutamento e diminui custos, pois mais vale um talento de qualidade para entrevistar do que uma fila de candidatos que pouco têm a acrescentar na empresa. Além disso, esse destaque atrai também investidores e fornecedores em potencial para a organização, cultivando boas relações e negócios no mercado. Consequentemente, quanto mais capacitada a equipe e melhores os recursos, maior a produtividade e os lucros. A alimentação desse circuito acaba sendo benéfica a todos os envolvidos.

Marca empregadora e o engajamento.

Nós já falamos aqui no blog sobre a importância do engajamento de funcionário. Não se trata apenas de cuidar do bem-estar do colaborador, e sim de deixar claro para ele como a sua contribuição e seu empenho em realizar sua função definem o sucesso ou fracasso da empresa e, consequentemente, o dele também. Frente ao mercado competitivo, empresas que implantam políticas internas para engajar seu colaborador se destacam como uma marca empregadora, pois um funcionário satisfeito fala bem da empresa da qual faz parte, além de trazer uma atitude positiva diária, capaz de aumentar a produtividade.

Às vezes, recuar pode fortalecer.

Entender o processo de construção de uma marca empregadora envolve também uma série de ações para que a sociedade consiga perceber a empresa como uma organização positiva. Estabelecer o constante diálogo com a população é essencial, principalmente, porque ela concentra não só os atuais, como futuros clientes. Mas, em algumas situações “é melhor perder uma batalha para ganhar a guerra”. Foi o que aconteceu com a empresa Amazon que, para permanecer com sua marca forte e continuar como uma das empresas mais potentes no mercado, ouviu os protestos dos cidadãos e políticos de Nova York e cancelou seus planos de construir uma nova sede na ilha. Ao prezar pelas relações com as pessoas e representantes locais, a empresa transmite humanidade, gerando identificação e respeito pela marca.

Depois de ler o nosso artigo, você consegue avaliar se sua empresa possui uma marca empregadora forte? Que ações já tomou para consolidar um nome reconhecido no mercado? Conte para a gente no campo de comentário abaixo.

VEJA TAMBÉM EM NOSSO BLOG:

Employee Value Proposition (EVP): o que é e por que devo me preocupar com ele?

Como motivar uma equipe: o que é motivação e como levar o seu time a atingir suas metas

Como melhorar a imagem da sua marca para contratar funcionários?

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