• adriana dieuzeide

O trabalho remoto continua. E o engajamento, também?

Com quase 1 ano de pandemia e trabalho totalmente remoto para muitas empresas, o desafio de manter os times engajados à distância e num contexto tão complexo como o que estamos lidando, segue talvez como nunca. Aquelas que retornaram ao presencial ou estão num modelo híbrido, igualmente estão bem longe do que era “normal” até março de 2020, uma vez que passaram a adotar protocolos rígidos de segurança e acompanhamento constante (ou assim deveriam).


Com tudo isso, o fato é que ainda estamos em fevereiro e as pessoas já estão seriamente cansadas. Além de toda a insegurança, preocupação, dificuldades financeiras para muitos, nem todos se adaptam ao trabalho remoto, e rituais comuns de uma rotina presencial começam a fazer falta. As horas de trabalho estão confusas, o tempo conectado só aumenta e a vida pessoal muitas vezes é deixada de lado. Não é raro encontrarmos pessoas que afirmam que nunca trabalharam tanto como estão trabalhando agora, de suas casas.

Diante de todo esse cenário, muitas empresas estão inseguras em relação às melhores formas de lidar com tudo isso. É preciso avaliar as peculiaridades do setor, o tipo de trabalho desempenhado e os rituais da empresa. Mas algumas dicas, em geral, funcionam para diferentes casos. Confira:


Ouça as pessoas

Nós acreditamos muito no poder da escuta. Por isso, essa dica é comum por aqui! Ouvir o que os funcionários têm a dizer e buscar entender suas necessidades e o que este período tem trazido para ele é fundamental para que seja possível pensar em caminhos que facilitem e tornem a rotina menos exaustiva.


Algumas empresas, inclusive, têm oferecido suporte psicológico aos colaboradores. Esta é uma medida extremamente relevante, uma vez que o Brasil lidera os índices de ansiedade e depressão na pandemia.


Comunique-se constantemente

Em qualquer circunstância, é fundamental que o líder mantenha um contato constante com a sua equipe. Além de direcionar os trabalhos, o hábito das dailys, por exemplo, dá mais segurança e promove uma melhor conexão do colaborador com a empresa. O líder muitas vezes também é o principal meio de comunicação e a fonte mais confiável que o empregado possui, por isso é importante que ele seja acessível e presente. Sem falar no feedback, tão importante em qualquer modelo de trabalho. Na relação à distância, um processo contínuo e próximo de feedback é essencial.


Mas já que estamos falando de comunicação, aqui vai um alerta para as áreas de comunicação interna. Todos os dias lidamos com uma enxurrada de informações, pelos mais diferentes canais. Por isso, quando pensamos na comunicação com os empregados, é preciso fazer uma curadoria do que é passado adiante: essa mensagem é realmente relevante para a vida dele? Isso influencia no seu trabalho? Se a resposta for não, talvez seja o caso de repensar aquele envio. Muitas vezes o excesso de canais e mensagens acaba fazendo com que o que é relevante fique perdido em meio a uma grande quantidade de informações. Com isso, o colaborador se sente cansado e a comunicação, tão importante para a conexão dele com a empresa, acaba perdendo a sua efetividade.


Cuidado com o excesso de reuniões

As videochamadas são as grandes aliadas do trabalho remoto e da comunicação em tempos de distanciamento social. Mas elas também podem ser vilãs. Como dissemos, as pessoas estão cansadas e o excesso de câmeras e telas contribui para isso. O sentimento até ganhou um nome: “Zoom fatigue”. Para que não comecem a se tornar um problema, algumas regrinhas são fundamentais:


  • Horários: combine com a sua equipe a melhor janela de horário para que aconteçam. Se a sua empresa trabalha com uma jornada flexível, o meio termo é o melhor caminho e geralmente compreende do meio da manhã até o meio da tarde.

  • Respeite as pausas: nada de reuniões na hora do almoço. Lembre-se que, mesmo estando em casa, as pessoas têm suas rotinas e a empresa precisa estimular que ela seja o mais saudável possível.

  • Para serem efetivas, as reuniões precisam de uma pauta bem definida e, de preferência, enviada antes da reunião, para que as pessoas possam se preparar.

  • Reuniões produtivas duram, no máximo, 1 hora. Depois disso, as pessoas deixam de absorver as informações.

  • O clássico: essa reunião pode ser resolvida com um e-mail? Se sim, repense se não é mais efetivo seguir desta forma.

  • Por último: que tal estipular um dia da semana sem reuniões? Se for possível, veja o dia mais adequado e estimule esse hábito. Um dia sem reuniões pode ser super produtivo para quem gosta de trabalhar sem muitas interrupções, ficar mais à vontade, usar outros espaços da casa, etc. É uma medida simples que pode fazer a diferença para as pessoas e até descansá-las.


Facilite conexões e estimule interesses extra trabalho

Uma das grandes perdas do trabalho remoto é a falta do almoço em conjunto, da pausa para o cafezinho, da conversa no corredor. Pensando nisso, que tal criar momentos de descontração que simulem estes encontros? Almoços à distância, onde cada um mostra uma receita diferente, happy hour virtual apenas para colocar a conversa em dia, grupos de discussão sobre hobbies, livros, séries, etc. As possibilidades são imensas e podem fazer a diferença na conexão entre as pessoas e, consequentemente, com o trabalho. É um tempo de qualidade que vale a pena investir.


Estimular o compartilhamento de interesses extra trabalho também é um caminho possível e efetivo. Já que o trabalho tomou conta de nossas casas, que tal falar sobre elas, trocar receitas, dividir fotos da rotina? A chave é a humanização. Neste link você encontra um podcast bem legal sobre esse tema.


E aí, tem mais alguma dica fundamental para engajar nestes tempos? Compartilhe com a gente!


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