• Daniel Santa Cruz

Engajamento no pós-quarentena: como fazer?

Especialistas atestam: nada será como antes. As formas de trabalho, relacionamento interpessoal, mobilidade urbana e até modelos de vida nas cidades estão sendo questionados. Ninguém sabe ao certo como será, mas parece consenso que muitas coisas já mudaram, e outras ainda vão mudar. E como será (re)construído o engajamento pós-quarentena? Embarque conosco nesta leitura futurista para um futuro não tão distante, que traz muitas provocações e poucas respostas definitivas.

Modelos de trabalho no pós-pandemia

Vivemos um dilema neste momento: muitas empresas sentem que precisam retornar ao trabalho presencial; ao mesmo tempo, outras questionam a própria necessidade de um escritório fixo.

Não há resposta pronta para isso, mas sobram especulações. Será que vivemos a consagração do home-office? O contato pessoal pode mesmo ser substituído totalmente por chamadas em vídeo e aplicativos de mensagem? Há muitas variáveis a serem analisadas, tanto em relação a produtividade e aspectos financeiros, quanto ao engajamento pós-quarentena.

Como especialistas em engajamento, nós da Santo Caos acreditamos na flexibilidade, no uso da tecnologia a nosso favor e também na otimização de recursos. Quantas viagens de trabalho desnecessárias serão revistas por conta da crise, por exemplo?

No entanto, não enxergamos o home-office como a resposta definitiva para esse dilema. Nossas casas não foram projetadas para o trabalho, e em grandes cidades, a tendência imobiliária dos últimos anos tem sido residências cada vez menores, com espaços compartilhados nos condomínios oferecendo serviços diversos.

Assim, é possível que estejamos vivenciando não necessariamente a consolidação do home-office como opção principal, mas sim uma redução dos espaços corporativos e de seu tempo de uso; a ascensão do trabalho em qualquer lugar, em detrimento a um local fixo – para quem tem a possibilidade de aderir a isso; e talvez até uma tendência de mudança na lógica imobiliária e urbana. Será que os grandes centros empresariais das metrópoles continuarão a fazer sentido? Se não, pelo que seriam substituídos?

Além disso, acreditamos também que a cultura organizacional, a comunicação e muitos outros fatores de engajamento são favorecidos pela interação presencial – ainda que ela possa não ser necessária durante 100% do tempo.

Tendências em engajamento e gestão de pessoas

Como já dissemos, a interação presencial pode fazer muita diferença no dia a dia, principalmente quando falamos da relação líder-equipe. Muitos líderes não foram capacitados para comunicação eficiente, gerenciamento de demandas sem o aparente controle ligado à presença física, e ter sensibilidade para compreender as dificuldades e demandas dos colaboradores.

A principal mudança que observamos nesse sentido é uma aceleração de alguns processos. Muitas lideranças vão precisar ser capacitadas para exercer esses papéis, e explorar novos modelos de gestão. Se num ambiente de negócios complexo, o modelo de comando e controle já não se mostrava eficiente, imagine neste momento, em que estamos vivendo quase uma transição entre ambiente complexo e caótico.

Podemos estar assistindo ao vivo à expansão dos métodos ágeis, seja para gestão de projetos ou pessoas. Um perfil de liderança servidora possivelmente será mais capaz de manter as pessoas engajadas neste momento de caos aparente.

Como se planejar para o retorno?

Muitas empresas já começam a pensar num retorno ao escritório físico. Neste caso, como lidar com as novas variáveis que surgem? Se essa volta realmente for necessária agora, também será preciso apoiar lideranças e suas equipes nesse momento, que será quase um novo onboarding.

Oferecer informação segura e confiável, dicas de proteção, apoio à saúde mental e um olhar especial para grupos de risco são algumas iniciativas que estão sendo praticadas nas organizações. E podem ajudar no engajamento pós-quarentena.

Outra iniciativa mais pragmática que vem sendo adotada é o rodízio de equipes por dia da semana. Ainda não sabemos a eficácia dessa prática, porém ela vem sendo implantada em outros países, em conjunto com uma reconfiguração do espaço físico.

E, por fim, a boa e velha escuta é sempre necessária. Neste momento, mais do que nunca, não podemos simplesmente impor o retorno. Se ele é essencial para o sucesso da organização, que essa necessidade seja explicada com transparência, e os feedbacks sejam ouvidos com empatia e sensibilidade.

E você, o que pensa desse futuro que se aproxima? Como a sua organização está lidando com isso? Conte para nós nos comentários!

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