• Daniel Santa Cruz

Dia Mundial da saúde: como está a sua equipe?

No dia 7 de abril é celebrado o Dia Mundial da Saúde, data patrocinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras entidades. É um dia para chamar a atenção para a saúde em escala global. Nesse sentido, precisamos olhar também para a saúde dentro das organizações. Há alguns anos vem se intensificando o número de diagnósticos e afastamentos profissionais relacionados à saúde mental no Brasil e no mundo; junto a isso, distúrbios físicos ligados ao stress, como AVC e doenças cardíacas, estão cada vez mais correlacionados aos ambientes de trabalho.

A pandemia que completa agora mais de um ano acelerou esses processos, fazendo com que muitas empresas – ao menos no discurso – passassem a se preocupar mais com o cuidado à saúde do empregado. No nosso artigo de hoje, trazemos algumas reflexões sobre esse tema. Boa leitura!


Trabalho remoto: qualidade de vida ou solidão?

Até recentemente, o trabalho remoto era visto em parte com desconfiança, principalmente por empresas mais conservadoras; e em parte como benefício, aumentando a liberdade das pessoas e a flexibilidade. Agora, esse cenário é bem diferente: para algumas empresas o trabalho remoto se tornou regra, e a liberdade passou a ser contraposta à solidão.

Um grande fator de mal-estar parece ser a quantidade de calls. Estudos demonstram o quanto as reuniões por vídeo podem ser mais exaustivas do que as conversas presenciais. E buscando manter a produtividade ou até mesmo controlar a rotina do colaborador, algumas organizações aumentaram muito o tempo passado em reuniões.

Essa equação apresenta um resultado complexo: o cansaço de estar permanentemente em reuniões coletivas, somado à solidão de ter somente interações que não substituem a convivência física. E traz uma provocação que antes não aparecia: será que o trabalho remoto é sempre um benefício, especialmente quando deixa de ser uma opção, para se tornar o padrão?

Pesquisas também apontam o quanto a solidão pode ser prejudicial à saúde. Portanto, as empresas precisam começar a se preocupar também com isso.


Saúde e bem-estar nas empresas

Buscando responder a esse cenário, muitas empresas começaram a falar mais sobre saúde, principalmente nos aspectos mental e emocional, como fator de engajamento e desengajamento. Aqui mesmo na Santo Caos, temos realizado projetos com grandes organizações para entender como está a percepção de bem-estar dos colaboradores, e como podem ser apoiados pelos empregadores. Não apenas em relação à saúde física e mental, mas também financeira, autoestima e felicidade em relação ao trabalho, e outros fatores.

Numa dessas grandes empresas, em que aplicamos uma pesquisa com mais de 1.000 participantes, vimos o seguinte cenário: 61% dos colaboradores acreditam que o seu nível de bem-estar atualmente é bom ou muito bom, enquanto 23% veem como regular, e 16% como ruim ou muito ruim. Por mais que a maioria avalie positivamente, também é um dado preocupante, pois quase 40% não estão bem (somando regular, ruim e muito ruim).

Ou seja, o bem-estar (compreendido aqui como a condição física, espiritual e psicológica satisfatória) é um ponto de atenção que deve ser observado em todas as empresas, ainda mais neste momento.


O que saúde tem a ver com engajamento?

Temos visto recentemente que a saúde e o bem-estar são cada vez mais fatores correlacionados ao engajamento, e que sua avaliação pelos trabalhadores tem caído nos últimos anos: de maneira consistente, essas variáveis ficam até 17% abaixo da média geral de engajamento, “puxando” esse número para baixo. E as pessoas em nível de desengajamento apresentam saúde e bem-estar até 45% piores que as pessoas consideradas engajadas.

Portanto, a saúde é sim um fator que afeta o engajamento dos profissionais, e consequentemente seus resultados. E para poderem ser gerenciados, esses aspectos precisam ser mensurados. Numa pesquisa interna, é possível identificar não apenas os hábitos (saudáveis ou não) das equipes, mas também como esses hábitos interferem no bem-estar, como os benefícios da empresa são percebidos, o quanto as pessoas se sentem felizes e satisfeitas nesse ambiente, e cruzar tudo isso com o nível de engajamento de cada colaborador.

Com esses dados em mãos, as ações passam a ser guiadas pela real necessidade das pessoas. E sabemos hoje, mais do que nunca, o quanto a saúde e o bem-estar precisam ser baseados em dados para poderem ser bem cuidados.


Como está esse cenário na sua empresa? Já fez alguma pesquisa sobre o tema? Conte para nós!

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