• Daniel Santa Cruz

Comunicação interna: quais as ações realmente efetivas para engajar os funcionários?

Hoje em dia, o assunto não fica só nas mãos das agências de comunicação interna: consultorias de diversos nichos estão mais próximas do RH, e podem propor soluções inovadoras e assertivas para sua empresa.

A palavra comunicar tem origem no termo latino communicatio, significando “tornar comum”. Convivendo numa mesma sociedade, uma boa comunicação é a chave para o entendimento entre os indivíduos. Em uma empresa não é diferente: os funcionários têm experiências e demandas diferentes, e em cada organização surgem questões específicas, que dependem de diversos fatores, tais como o tipo de atividade, a localização geográfica e até mesmo o momento social e político. Todos esses aspectos influenciam no clima organizacional, e se as lideranças não souberem se comunicar claramente com seus colaboradores, pode haver queda no engajamento dos funcionários.

Com uma boa comunicação interna, o funcionário se sente pessoalmente mais incluído nas questões da empresa, como se recebesse um convite direto para participar da dinâmica da companhia; entende que é importante para o bom funcionamento do todo, e que a gerência se preocupa em falar diretamente com ele. Assim, o clima organizacional fica melhor, e os funcionários trabalham mais satisfeitos e de maneira mais produtiva.

COMO DESENVOLVER A COMUNICAÇÃO INTERNA EM UMA EMPRESA?

Por muito tempo, a comunicação interna desenvolvida nas empresas se resumiu a avisos nos corredores e elevadores, newsletters, jornais, informativos internos e outras iniciativas desse tipo ─ geralmente propostas por agências de comunicação interna. Atualmente, com toda a tecnologia disponível e as mudanças no comportamento dos funcionários, insistir apenas nessas soluções pode ser ineficiente.  

Em artigo publicado na revista especializada em comunicação corporativa Meio & Mensagem, Mauro Segura, líder de Marketing da IBM Brasil, afirma que a comunicação interna, em muitas empresas, ainda é “restritiva, acanhada e conservadora”. “O papel institucional inerente à área de comunicação ainda domina a atividade, deixando pouca margem para que o protagonismo da comunicação seja dado a quem é de direito, que é o funcionário. Um equilíbrio precisa ser encontrado pelas organizações, de forma que a comunicação interna seja vista como engajadora e desenvolvedora de boas relações, e não algo desconectado da realidade do dia a dia ou do anseio das pessoas”, defende Mauro.

Buscando se aproximar e compreender os desafios dos departamentos de RH das empresas, consultorias inovadoras vêm implantando projetos de sucesso dentro das organizações. Estes especialistas têm conseguido resultados mais efetivos, realmente “falando a língua” dos funcionários, e propondo uma comunicação interna menos tediosa, mais ágil e precisa.

Além do tradicional endomarketing, ações de comunicação interna que empreguem novas tecnologias e possibilidades, surpreendendo e chamando a atenção dos colaboradores, sensibilizam, aumentam o engajamento dos funcionários e melhoram o clima organizacional. Em tempos em que a diversidade é tão valorizada nas empresas, é preciso buscar consultorias que tenham a expertise de reconhecer as especificidades de cada empresa, e desenhar ações de comunicação interna que deem conta de todo esse cenário.  Para comunicar, já não basta redigir um comunicado: com o auxílio de uma consultoria, é preciso primeiro escutar os funcionários, entender o que é preciso dizer a eles, e qual a melhor forma de fazê-lo.

COMO UMA CONSULTORIA PODE AJUDAR NA COMUNICAÇÃO INTERNA?

A Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) produziu uma lista de tendências da comunicação interna para os dias atuais. A principal novidade nesta área é que a comunicação interna se tornará cada vez mais multidirecional, permitindo que os colaboradores também produzam conteúdo. Outro ponto importante que a lista aborda é a aprendizagem através da experiência, a qual ilustraremos em dois exemplos logo mais. “Nosso objetivo como comunicadores vai muito além de apenas repassar mensagens. Nosso propósito é impactar de forma atrativa, é proporcionar experiências, é engajar e transformar a rotina dos empregados”, sinaliza a Aberje.

Para que as informações que as empresas desejam transmitir aos colaboradores sejam verdadeiramente compreendidas, absorvidas e assimiladas, é necessário proporcionar experiências. A gamificação ─ do inglês game ─, ou seja, apoiar-se em jogos e dinâmicas entre os funcionários para proporcionar aprendizado e motivação, é uma estratégia cada vez mais usada na comunicação interna.

Apesar de não sermos uma agência de comunicação interna, nós, da Santo Caos, entendemos a importância de uma comunicação interna eficiente e, quando percebemos que há falhas nesta área em nossos clientes, prevemos em nossos projetos intervenções junto aos funcionários para estimular o senso de pertencimento, aumentar a produtividade e os resultados das organizações.

Conheça dois cases em que oferecemos apoio à comunicação interna de organizações, estimulando o diálogo, a troca de experiência e a horizontalidade entre os colaboradores:

CASE BASF

A BASF, uma indústria química multinacional, bastante tradicional, precisava fazer com que os funcionários espontaneamente acessassem uma plataforma interna de treinamentos on-line, para poderem se aperfeiçoar e aumentar sua produtividade.

Propusemos uma ação bastante inovadora, e os diretores compraram a ideia: para chamar a atenção, espalhamos cartazes pela empresa, como os lambe-lambes de videntes e cartomantes que encontramos pelas ruas, com dizeres do tipo “prevejo o seu futuro”, convidando os funcionários a se consultarem com atores, fantasiados de videntes. Na consulta, os videntes orientavam os funcionários sobre os caminhos que eles pretendiam seguir na empresa, e como acessar a plataforma para fazer os treinamentos pertinentes para a necessidade de cada um. Além de dar um toque bem-humorado ao clima organizacional, a ação chamou muita atenção, e atingiu o que o cliente desejava: os treinamentos se tornaram um assunto entre os funcionários, e o número de acessos cresceu vertiginosamente.

Veja um vídeo da campanha:


Ação para incentivo de treinamento / BASF

CASE AMAGGI

Compliance é um tema sempre difícil de ser abordado. Mais ainda quando o público-alvo são funcionários de lavoura. Por isto, a Amaggi, companhia do setor agropecuário, nos procurou para que pudéssemos apoiá-los na conscientização de seus funcionários das unidades da empresa mais afastadas dos grandes centros urbanos do país, localizadas em regiões longínquas do Norte e Centro-oeste.

Era preciso transmitir aos funcionários das fazendas, como por exemplo, motoristas de trator e caminhão e lavradores, algumas regras da empresa sobre conduta moral, e explicar o conceito de compliance, que significa estar em conformidade com leis e regulamentos externos e internos.

A boa comunicação passa por entender e falar a língua das pessoas.

Para tornar esses termos mais acessíveis para este público, optamos por traduzi-los em uma linguagem que fosse de fácil alcance para eles. Resumimos essa ideia a “pode” e “não pode”. Junto com profissionais do RH da empresa, um ator fez nas unidades da companhia um espetáculo de stand-up comedy, ilustrando alguns exemplos corriqueiros do dia a dia dos colaboradores,  de maneira leve e descontraída, mostrando como eles deveriam agir, de acordo com “pode” e “não pode”. Temas delicados, tais como exploração sexual e atitudes machistas, presentes na realidade dos funcionários, foram abordados com o humor, e o resultado: uma comunicação interna realmente efetiva, funcionários mais conscientes e alinhados às premissas da companhia.


Ação de compliance / Amaggi

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO INTERNA OU OUTRO TIPO DE CONSULTORIA: QUAL CONTRATAR PARA MELHORAR A COMUNICAÇÃO INTERNA DA MINHA EMPRESA?

Como podemos perceber, diferentes realidades pedem diferentes tipos de ações de comunicação interna, e consultorias modernas podem ter a sensibilidade necessária para propor soluções criativas e eficazes, melhorando o clima organizacional, e criando identificação com o público interno das empresas.

Existem ótimas agências de comunicação interna no amplo mercado brasileiro, em diversos formatos, desde as grandes agências, mais tradicionais, até aquelas que apostam em outras propostas, especializadas em algum segmento. O mundo corporativo, especialmente as áreas de recursos humanos e comunicação, foi muito influenciado por todas as inovações tecnológicas e comportamentais dos últimos anos, e estão se adaptando. Por isto, novas formas de encarar a comunicação interna estão despontando, vindo de empresas como a Santo Caos, por exemplo, uma consultoria de engajamento.

Em um momento em que novas demandas surgem tão rapidamente e há tantas novas opções para encarar os desafios da comunicação interna, é preciso redobrar a atenção para o que está acontecendo no mercado. Mais do que nunca, é hora de as empresas estarem abertas a ouvirem as diversas propostas disponíveis no mercado, conversarem com outros profissionais, e observarem o que eles têm colocado em prática em outras empresas, para saber o que pode funcionar na sua companhia.

E na sua empresa, como têm sido as ações de comunicação interna? Estão ultrapassadas, ou as soluções criativas funcionam bem em sua organização? Conte-nos sua experiência nos comentários. 

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